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O Fantasma da Ópera e o Mito de Plutão

O Fantasma da Ópera e o Mito de Plutão

Astrologia e Entretenimento

Fascínio e a correlação com planetas, signos e mitos.

Como pessoa, determinados temas tomam meu interesse, entre eles a abordagem filosófica de determinado filme, livro ou obras renomadas, pois elas sempre trazem uma forma de aprendizado.

Como astróloga, esse fascínio aumenta ainda mais, pois a correlação com planetas, signos e mitos é automática.

E hoje quero discorrer de forma um pouco mais prática sobre o mito de Plutão.

 

Assistindo um vídeo muito completo sobre o filme “O Fantasma da Ópera” no Canal Nova Acrópole (https://www.youtube.com/watch?v=I1j3m_D0V1I&t=2266s), indicado por uma amiga, minha mente já começou a traçar todos os paralelos possíveis.

 

O musical foi inspirado no livro Le Fantôme de l’Opéra escrito por Gaston Leroux, 1911.

Tal livro foi publicado inicialmente em fascículos nos jornais, para depois ser condensado em um romance.

Estreou nos palcos de West End em Londres, 1987, onde continua em cartaz até os dias atuais com bilheteria esgotada.

O filme foi produzido em 2004, dirigido por Joel Schumacher, com roteiro de Andrew Lloyd Weber e Joel Schumacher.

O teatro em que foi inspirado o cenário para a história é o teatro Garnier na França, composto por galerias subterrâneas, fundamental para a composição do mito plutoniano.

 

FANTASMA DA OPERA

Identidade interior se encontra no inconsciente coletivo

O espetáculo no teatro é uma das (se não for a maior) vendas de bilheteria da história, com mais de cem milhões de espectadores.

Tal sucesso reflete uma identidade interior, algo que se encontra no inconsciente coletivo, despertando conteúdos pessoais que aguçam o interesse humano.

E uma das figuras mais poderosas que trazem histórias traduzindo o comportamento humano são os mitos.

Para dar início à história, é preciso falar sobre o baile dos mascarados e parte de sua letra:

“Mascarados!

Esconda seu rosto,

E então o mundo nunca irá encontra-lo.”

 

Como se sabe, quando Plutão deixava Hades, seu reino subterrâneo, utilizava um capacete que cobria sua face e o tornava invisível aos humanos.

O objetivo do baile de máscaras é o de não revelar a própria identidade, trazendo mistério a quem procura saber quem está a sua frente.

Pessoas plutonianas são evidentemente misteriosas – você nunca sabe exatamente o que ela está pensando no momento nem quem ela realmente é.

 

Agora vamos a alguns personagens:

  • Erik: no subsolo, subterrâneo do teatro, vive um homem com o rosto desfigurado, que foi escondido desde muito jovem neste local. Esta é a personificação clara de Plutão. Traz consigo a genialidade da música, já que a história traz esse tema principal. É fato notório que toda vez que precisamos elevar o nível de nós mesmos é necessário um momento profundo de introspecção, mergulhando em tudo que temos, buscando fraquezas, transformando características, para trazer nossos propósitos em um nível acima.

 

  • Christine: jovem com grande talento musical, que estava sendo educada para ser uma grande cantora. A referência do nome desta personagem a Christ – Cristo, reflete o estado Crístico, a iluminação máxima que Jesus trouxe ao planeta. Descarto aqui toda e qualquer conotação religiosa, mas sim trato de uma referência, trazida por um grande mestre. Como meta evolucional, o propósito mais significativo da vida humana é o de se aproximar dessa vibração Crística. Entre dois mundos, Christine passa constantemente pelo estado de cantar pelo ego – a busca pelos aplausos – e o amor puro que sente pela música. Nada define mais nosso dilema entre ego (superficial) e espírito (o estado mais interiorizado).

 

  • Visconde Raoul de Chagny: patrocinador do espetáculo, está ligado ao passado e infância de Christine e quer mantê-la neste mesmo tempo, impedindo seu processo evolutivo. Representa o momento em que tudo é seguro, confortável e que nos mantem longe dos mistérios – representado por Erik.

 

  • Madame Giry: treina as pessoas para a dança, traz a habilidade e talento através da disciplina, levando à excelência. Auxiliou a manter Erik nos porões. Essa personagem figura muito bem o mito de Saturno, pai de Plutão, que o engoliu no nascimento (na história, os porões onde Erik ficou aprisionado). Representa a disciplina incansável ao longo de toda uma vida que nos leva às realizações, mas que em vibrações extremadas se transforma no grande “engolidor”, reprimindo toda manifestação criativa.

Estado de existência traz uma alusão clara aos mundos inconscientes e interiores

Christine ouve uma voz que a ensina a cantar, que ela identifica como um anjo da música, enquanto orava na câmara.

Para esconder sua deformidade, Erik usava uma máscara – fazendo mais uma alusão ao mito plutoniano – e vivia no subterrâneo e não na superfície.

Esse estado de existência traz uma alusão clara aos mundos inconscientes e interiores, aquela busca necessária que temos naquele momento da vida que precisamos enfrentar para superar uma situação difícil.

A própria deformidade de Erik também é uma mensagem do temor pessoal em penetrar conteúdos mais profundos e descobrir verdades que não estamos dispostos a ver (o que para nós é feio e assustador).

 

Em determinado momento da história, Erik passa a matar todos os que estão prendendo Christine ao seu velho mundo, o que a assusta.

O que poderia simbolizar mais o mito de Plutão do que tal passagem?

Quem já atravessou trânsitos significativos de Plutão viu amigos desaparecerem, finanças mudarem de rumo totalmente, parcerias se desfazerem após longos períodos de crise.

Plutão é provocador de um eterno morrer e renascer de muitas circunstâncias e elementos internos que impedem de encontrar o real propósito da vida de cada um.

 

Christine para seu reino, no subterrâneo e canta com ela uma música.

A história ainda traz muitas nuances e personagens; descrever todas as cenas seria material para um trabalho muito longo.

Mas cabe destacar uma das cenas finais da história, onde Erik leva Christine para seu reino, no subterrâneo e canta com ela uma música.

E nesse momento nos deparamos com a história de Plutão e Perséfone, que a leva para seu mundo e com ela divide tudo que é seu (no caso, a música).

Quem aceita entrar no mundo subterrâneo da alma e deixar para trás todo o passado, partilha as riquezas de uma descoberta interior profunda e transformadora.

 

Finalizando, este texto não trouxe propriamente elementos técnicos diversificados sobre astrologia, mas teve por objetivo mostrar um olhar diferenciado sobre o mundo à nossa volta.

Mitos indicam estruturas emocionais, psicológicas e espirituais que mostram um caminhar, um destino final, contado há milênios através das experiências pessoais repetidas com objetivos específicos.

Perceber a manifestação mitológica no mundo à nossa volta nos ensina a trazer a figuração que aprendemos em forma de história como experiência real.

 

Luciana Rosa - Astróloga

Meu nome é Luciana Rosa e sou apaixonada pelo assunto astrologia!

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